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Um recado para resgatar o Rio. 

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Um recado para resgatar o Rio.

Estamos nos aproximando de mais uma eleição para o governo do Estado do Rio de Janeiro. O Partido Novo escalou o jovem André Marinho.

Ele começou bem ao designar Paulo Rabello de Castro, autor de “O Mito do Governo Grátis”, para recuperar as finanças e a economia do estado. André compreendeu algo elementar: antes de qualquer projeto de governo, será preciso reorganizar as contas públicas para que exista dinheiro capaz de financiar aquilo que promete entregar.

O desafio, porém, é derrotar Eduardo Paes, personagem central da política fluminense desde 1996, uma tarefa simples à primeira vista, pois durante todo o tempo em que ele está na política no estado e na capital, o povo empobreceu, o número de favelas cresceu exponencialmente, a qualidade dos serviços públicos despencou e o Comando Vermelho expandiu e consolidou seu poder.

Contudo, Eduardo tem chinfra, tem ginga e não tem constrangimento algum para construir narrativas. Ele é igualzinho ao Lula, que desperta emoções e convence os eleitores de uma realidade diferente daquela percebida pelos fatos.

Em 2006, o Rio de Janeiro teve uma oportunidade de mudar de rumo. Denise Frossard derrotou o Eduardo Paes no primeiro turno, mas Sérgio Cabral venceu a eleição com a ajuda do Eduardo. Os dois passaram a ser “unha e carne”, até que Cabral caiu em desgraça.

Em 2018, outra uma oportunidade perdida. O Partido Novo apresentou-se com Bernardinho e depois com Marcelo Trindade, mas não chegou ao segundo turno. Wilson Witzel venceu o Eduardo, que contou com os votos dados ao Marcelo Trindade.

Trindade deixou a política após a derrota, assim como fez Denise Frossard. Marcelo escreveu “O Caminho do Centro – Memórias de uma Aventura Eleitoral”.

O primeiro capítulo traz um título sugestivo: “Finalmente, a vez de um governador novato” e passa uma orientação importante:  “Saí da eleição convencido de que, ao contrário do que diz a velha máxima, o povo sabe muito bem votar. Não porque eu tenha concordado com o resultado, mas porque aprendi que o povo escolhe e vota conscientemente. Quem não ganhou, como eu, simplesmente não conseguiu atrair a atenção do eleitor ou falhou em convencê-lo de que suas propostas eram melhores.”

O livro conta outras boas histórias e Eduardo Paes está presente: “Eduardo fora meu aluno no último ano da Faculdade de Direito…Faltou à maioria das aulas…também à prova. Pediu-me segunda chamada, que concedi, dividido entre a compreensão do espírito público daquele jovem e a tristeza por seu completo desinteresse pela minha matéria. os da década de 1990.

Enfim, para derrotar Eduardo Paes, que desta vez conta com Washington Reis — figurinha carimbada do mesmo álbum político onde está Cabral— não bastará o que já se tem. Será necessário exorcizar o eleitor, que mostra estar possuído ou hipnotizado.

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