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Lula envelhece, mas não amadurece. O povo também não

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Estamos próximos do dia em que os eleitores escolherão o Presidente e os governadores, com o desejo de ver resolvida a insegurança pública. Os eleitores irão às urnas quase dois anos depois do encontro promovido pelo Presidente Lula — candidato à reeleição — com os governadores, para a apresentação das diretrizes e da proposta da PEC da Segurança Pública. 

O evento ocorreu no dia 31 de outubro de 2024, com o objetivo de convencer os governadores a dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública. Lula passou o tempo coçando os bigodes, com uma expressão que oscilava entre o enfado e a impaciência. Também pudera. Não foi a primeira vez que o tema chegava a ele. Uma das ocasiões está relatada no livro “Segurança Tem Saída”, do sociólogo Luiz Eduardo Soares, que narra os bastidores do primeiro governo Lula e revela como propostas para a área da segurança pública não estimulam o Presidente.

Vamos ao relato do Luiz Eduardo:

“Lula tomou posse (2003), fui confirmado na Secretaria Nacional de Segurança Pública e a vida seguiu seu curso. Pus o pé na estrada e saí atrás do apoio dos 27 governadores ao nosso plano nacional, porque só poderia ter êxito um consenso negociado sem arrogância ou tentativa de manipulação. Para construir um sistema único de segurança pública (SUSP), reformando as polícias e viabilizando a cooperação entre instituições dentro dos e entre os estados, seria indispensável o envolvimento ativo de todos os principais atores políticos. Felizmente, até agosto de 2003, todos os governadores assinaram o termo de apoio ao plano nacional e nós instalamos, como primeiro passo da nova caminhada, 27 gabinetes de gestão integrada da segurança pública, um em cada estado.

Cabia ao presidente Lula fazer a sua parte: não cortar os recursos do Fundo de Segurança Pública; enviar ao Congresso um projeto de lei normatizando o SUSP (com exigências mínimas de qualidade que todas as polícias existentes ou a serem criadas teriam de cumprir), e uma emenda constitucional retirando da Constituição a definição do modelo de polícia e transferindo aos estados a autoridade para escolher.

Lula não fez sua parte. Preferiu não cumprir suas promessas de campanha consolidadas no plano nacional…” Pois é, nada mais se precisa dizer e quem se der ao bom trabalho de ler todo o texto escrito por Luiz Eduardo, chegará ao final da história com o relato do apoio de Lula à interferência direta dos ex-deputados Roberto Jefferson e José Dirceu na linha de comando da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, uma imprudência que quase causou o assassinato do Luiz Eduardo e dos pais dele.

Vale ler. 

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