Acabou. Lá no fundo do peito, nossa gente sabia que acabaria. Sabia que a seleção brasileira ficaria pelo caminho. Tivemos alguma esperança no jogo contra a Escócia e Japão. Mas, seria impossível chegar até o Hexa.
De quem é a culpa? Do pênalti perdido? Do técnico? Do nosso espírito de vira-latas? Do Neymar que se tornou um blefe? Nada disso. Estamos a olhar para o lugar errado. Uma seleção campeã não é apenas resultado do talento dos seus jogadores. Isso a gente até tem. Ela é resultado da qualidade da instituição que a administra.
Santo Cristo! Nesse quesito o Brasil é uma calamidade. A história da CBF é uma sucessão de crises que nenhum futebol do mundo suportaria sem consequências ruins.
Desde o ciclo que antecedeu a Copa de 2014, a CBF deixou de ser notícia pelo futebol para se tornar notícia pelos escândalos. José Maria Marin, Marco Polo Del Neto, Rogério Caboclo, Ednaldo Rodrigues, Sarney, Samir Xaud, essa é a seleção que derrotou o Brasil hoje.
O problema não é apenas moral. É administrativo.
Enquanto outras grandes seleções planejam ciclos de oito ou dez anos e constroem projetos esportivos, a nossa acumulou batalhas judiciais, disputas políticas e crises internas.
O resultado apareceu no campo, em 2014, em 2018, em 2022 e agora.
É ilusão acreditar que a excelência esportiva sobreviva à mediocridade administrativa.
A situação ocorre igualzinha no Estado do Rio de Janeiro e por que não dizer no Brasil? Aqui no estado um desembargador ocupa a cadeira de governador interino, pois, os que foram eleitos para a função…bem, vocês sabem.


