Benjamin Disraeli foi o mais famoso dos primeiros-ministros ingleses, depois de Winston Churchill, mas a estréia dele na tribuna do parlamento foi complicada. Ele foi interrompido o tempo todo por gargalhadas loucas e deboches. Frustrou-se.
O fato está relatado no livro de André Maurois, “A Vida de Disraeli” de onde consta uma lição que lhe foi dada por um velho e experiente parlamentar: “Deixe de lado seu temperamento durante a sessão. Fale suavemente, pois não deve se mostrar intimidado, mas seja conciso. Seja sereno, tente ser menos expressivo, argumente e raciocine sem querer ser perfeito, pois se pensar com perfeição, vão achar que está tentando ser arrogante. Surpreenda-os abordando minúcias do assunto. Cite números, datas, cálculos. Em pouco tempo a Casa vai suspirar na expectativa da competência e da eloquência que todos reconhecem em você. Vão estimulá-lo a se revelar e, então, você disporá da atenção da Câmara e será um dos seus prediletos.”
“Longe de tê-lo prejudicado, aquele começo lamentável fez com que ele adquirisse o prestígio que se concede à vítima. Naquela assembleia extremamente sensível, em três semanas conquistou certa popularidade. Era corajoso, falava bem, demonstrava ter preciso conhecimento dos assuntos que abordava. ” Por que não?” – pensaram os gentlemen ingleses.


